Conheça a Caverna Casa de Pedra
A maior boca de caverna do Brasil mapeada em 3D com Hovermap embarcado em drone

Localizada no coração do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), entre os municípios de Apiaí
e Iporanga, a Caverna Casa de Pedra é um dos mais impressionantes patrimônios naturais do Brasil.
Com cerca de 2.930 metros de extensão, a gruta abriga a maior boca de caverna do mundo, com aproximadamente 215 metros de altura. Mais do que um marco geológico, a Casa de Pedra é um ambiente dinâmico, onde processos naturais moldam continuamente sua estrutura e comportamento hidrológico.
Este trabalho de campo tem como foco o monitoramento detalhado dos parâmetros hidrológicos da caverna.

O PETAR

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo, abrigando a maior área contínua de Mata Atlântica preservada do Brasil e mais de 300 cavernas. Criado em 1958, o parque ocupa cerca de 35 mil hectares no sul do estado de São Paulo, entre Apiaí e Iporanga. Reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO ,o PETAR reúne alta biodiversidade, rios, cachoeiras e um dos mais relevantes patrimônios espeleológicos do planeta, conciliando pesquisa científica, preservação ambiental e visitação controlada

Mas como registrar uma caverna dessa dimensão? Ambientes subterrâneos apresentam desafios únicos: acesso limitado, pouca luz, grandes volumes e formas irregulares. Para mapear a Casa de Pedra com precisão, foi necessário ir além dos métodos tradicionais. É nesse contexto que entra a tecnologia de drones aplicada ao mapeamento 3D.
Escaneamento

Entre 20 e 24 de novembro de 2025, foram realizadas atividades de campo na Caverna Casa de Pedra, incluindo a coleta de dados de linígrafos, do pluviômetro do Núcleo Casa de Pedra e o mapeamento do pórtico principal por meio da técnica LiDAR. Foi utilizado o Hovermap, embarcado em drone para fazer a captura e mapeamento da caverna. As atividades foram distribuídas em dois dias de campo, além dos deslocamentos de ida e retorno, com ajustes conforme as condições meteorológicas.

No primeiro dia, foram coletados dados e realizadas medições de vazão nos salões Santo Antônio, Ressurgência e Sifão, com acesso pela ressurgência do córrego Maximiano. No segundo dia, foram executadas a coleta de dados no pórtico da caverna, a medição de vazão do córrego e o mapeamento aéreo com drone, seguido do retorno à base.

Mapeamento 3D com drones

A Gestão Engenharia utiliza drones e técnicas de modelagem tridimensional para:

Registrar a caverna com alto nível de detalhe
Gerar modelos 3D fiéis à geometria real
Facilitar a visualização de áreas de difícil acesso
Criar uma base técnica para estudos, documentação e conservação

O resultado é um modelo digital navegável, que revela a complexidade
da Casa de Pedra de forma clara e intuitiva.

Tecnologia a favor da preservação

O mapeamento 3D permite compreender a Casa de Pedra de forma precisa e detalhada, sem interferir em sua estrutura natural ou comprometer suas formações.

Ao registrar digitalmente a caverna, a tecnologia cria uma base segura para a documentação técnica, a produção de materiais visuais e educativos e o apoio a estudos científicos.

Além disso, o modelo tridimensional contribui diretamente para ações de geoconservação, reduzindo a necessidade de intervenções físicas e ajudando na tomada de decisões voltadas à proteção desse patrimônio natural.

Mapear é, também, uma forma consciente e responsável de preservar.

Gestão Engenharia: precisão, tecnologia
e respeito ao patrimônio natural

A Gestão Engenharia transforma ambientes complexos em modelos 3D precisos.
Veja essa tecnologia na prática nos vídeos abaixo.

Gestão Engenharia no Fantástico

Gestão Engenharia participou de uma matéria especial exibida no Fantástico (Rede Globo), que mostrou como a tecnologia foi utilizada para revelar, em detalhes inéditos, a maior boca de caverna do mundo, localizada no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), em São Paulo.

Os Fungos Bioluminescentes presentes no PETAR

No Petar onde está reunido o maior número de espécies de fungos bioluminescentes de todo o mundo. Gerronema viridilucens, Mycena lucentipes, Mycena discobasis, Mycena singeri, Mycena luxaeterna, Mycena asterina, Mycena fera. A nossa região, sul de SP e Vale do Ribeira ficou marcada como início da descoberta de fungos luminosos no país, por meio de seres vivos presentes numa jabuticabeira, reconhecidos como Eugenia fluminensis.

A região do PETAR abriga uma das mais ricas populações de fungos que brilham no escuro. E até 2002 não havia registro de nenhum deles. A maioria das pessoas que visitam a área nem sabem da existência dessas espécies, e até mesmo moradores locais desconhecem esse tipo de riqueza que ocorre ali.

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